top of page

Para todo desespero, uma só Esperança

6 de out
13 min de leitura

Atualizado: 21 de out


Definitivamente, eu não sou a melhor pessoa para falar sobre esperança.

E, com toda convicção, provavelmente não sou a melhor pessoa para falar sobre esperança em meio aos desesperos.


Mas Deus realmente tem seus meios de nos amadurecer.

Ele tem suas maneiras de trabalhar em nós, de nos levar a lugares que muitas vezes não escolheríamos ir, para então nos ensinar coisas que talvez, em tempos de calmaria, jamais aprenderíamos.


E foi exatamente assim que esta reflexão nasceu.

Lembro-me que fui convidado para pregar no primeiro culto de oração de 2023. Era início de janeiro, e o tema que havia recebido era incredulidade. Meses antes havia concluído a leitura do livro “Lutando contra incredulidade”, de John Piper. E com base nas reflexões que este precioso livro estava gerando em meu coração, comecei a esboçar o que falaria naquela breve mensagem. Até aí, tudo bem.


No dia da mensagem, enquanto eu revisava o esboço que havia preparado, aproximadamente duas horas antes do culto, recebi um telefonema dizendo que minha sogra estava com câncer e que eu precisaria encontrar uma maneira de contar isso para minha esposa, Raissa.


Você consegue imaginar a situação?

Eu precisava, naquela mesma noite, falar sobre incredulidade. E, ao mesmo tempo, acabara de receber uma notícia que poderia facilmente produzir incredulidade dentro de mim.

Então pensei: “Bom Deus, hoje eu vou precisar falar sobre incredulidade. Então vou focar na minha missão. Vou pregar sobre um Deus que cura. O Senhor curou a sogra de Pedro. Então, faça a Tua vontade.”


Naquela noite, simplesmente, preguei.

Depois fomos para o berçário da igreja, onde, juntamente com nossos pastores, contamos para a Raissa. Choramos, oramos e entregamos tudo nas mão de Deus, e descansamos.


Menos de seis meses depois, minha sogra estava curada, havia passado pela cirurgia e estava se recuperando. Todos os recursos, de consultas a tratamentos, foram simplesmente supridos e preparados por Deus, e ela, começava o período de remissão.


O que eu aprendi com tudo isso?

Que, muitas vezes, para ensinar alguma coisa, Deus permitirá que primeiro vivamos aquilo que não compreendemos.


E cá estou eu novamente.

Passando por dias de desesperos repentinos em algumas áreas da minha vida pessoal e profissional, uma “montanha russa”de altos e baixos, mas vamos lá, esta é a proposta deste blog: “vida comum, fé profunda”, não é?

E como uma pessoa comum, continuo tendo momentos em que o desespero bate a porta, junto com sua fiel companheira, a incredulidade. Por isto, quero refletir sobre o antídoto para qualquer desespero, o remédio para cada pensamento que fomenta a incredulidade: ESPERANÇA!


Quero começar esta reflexão fazendo algumas perguntas para você:


O que mais tem te desesperado?

O que tem causado dúvida?

O que tem trazido medo?

O que tem feito você olhar para sua realidade e pensar: “Eu não sei mais o que fazer”?


Quero, então, caminhar com você por algumas histórias dos Evangelhos.

A idéia aqui não é simplesmente escolher um texto bíblico e tentar encontrar nele uma frase bonita sobre esperança, não!

Quero olhar para algumas situações reais de desespero: pessoas reais, problemas reais. E observar algo que se repete: por maiores que fossem os desesperos, sempre havia uma esperança. E esta esperança têm nome e sobrenome: JESUS CRISTO.



Quando trabalhamos a noite toda e não pescamos nada


Lucas 5 nos apresenta a chamada pesca maravilhosa. Mas antes do milagre acontecer, existe uma noite inteira de fracasso.


Pedro era pescador profissional, vivia disso, tirava da pesca o seu sustento, ou seja, não era um iniciante. Não era alguém que estava experimentando uma nova profissão. Era um homem que conhecia o mar, conhecia as redes e dependia daquela atividade para viver.


E então temos esta frase:


“Nós trabalhamos a noite toda e nada apanhamos."

(Lucas 5:5)


Você consegue imaginar isso?

Mais de seis horas trabalhando. Lançando a rede de um lado para o outro. Tentando novamente, e novamente, e novamente. E no final?

Nada.


Eu consigo entender um pouco esse sentimento. Por vezes acontece de eu chegar para a Raissa e dizer: “Amor, neste mês não temos muitos trabalhos.” Ou: “Não temos muitos casamentos para fotografar este ano.”


E, mesmo tentando racionalizar, internamente começo a me desesperar.

Afinal, existem contas. Existem compromissos. Existe uma empresa. Existe uma família. Existe um estúdio. Existe uma vida acontecendo.


Pedro também precisava dos peixes. E naquela noite não havia peixe algum. É curioso, porque Jesus entra justamente nesse cenário.


Ele olha para Pedro e diz:


“Velejai para o profundo, e lançai as redes para um arrastão.”

(Lucas 5:4)


Pedro poderia argumenta e dizer: “Senhor, eu sou pescador. Eu sei o que estou fazendo.”

Poderia gritar: “Já tentamos.” Poderia simplesmente ignorar.


Mas ele responde:

“Por tua palavra, lançarei a rede.”

(Lucas 5:5)

E então acontece:


“E, fazendo assim, eles pegaram uma grande quantidade de peixes;

e a rede se rompia.”

(Lucas 5:6)


Note aqui algo que às vezes passa despercebido: o maior milagre não estava nos peixes.


Pedro cai de joelhos diante de Jesus:


“Afasta-te de mim, Senhor, porque sou um homem pecador.”

(Lucas 5:8)


E Jesus responde:


“Não temas; de agora em diante tu pescarás homens.”

(Lucas 5:10)


Pedro entrou naquela história preocupado com peixes e saiu dela com uma nova identidade.

Entrou preocupado com seu sustento e saiu com uma missão.


A verdadeira esperança não apenas transforma circunstâncias. Ela transforma pessoas.


Talvez hoje suas redes estejam vazias. Talvez você tenha trabalhado a noite inteira. Talvez esteja cansado de tentar. Mas uma rede vazia não significa necessariamente que Deus abandonou você.


Às vezes, é justamente quando nossas redes estão vazias que descobrimos que nossa esperança nunca esteve nos peixes.



Quando o vinho acaba



De uma pescaria frustrada, vamos para um casamento. E eu posso dizer, com certa propriedade, que de casamentos eu entendo um pouco. E se tem uma coisa que normalmente deixa os noivos ansiosos no dia do casamento é a festa.


Mas existe um pequeno detalhe: não há festa sem comida e bebida. 

Nas bodas de Caná, acontece um problema: o vinho acaba!


“Eles não têm vinho.”

(João 2:3)



Para nós, talvez pareça apenas um problema de organização. Mas tente imaginar aquela família naquela cultura: um casamento era uma celebração extremamente importante e podia durar vários dias. O vinho fazia parte da própria festa, e, de repente, acabou.


Imagine o desespero dos responsáveis pela festa. Imagine o constrangimento da família dos noivos. Imagine a vergonha. Justamente em um evento tão planejado.

E a notícia chega até Jesus: “Acabou o vinho.”


Jesus pede que encham seis talhas com água. E então transforma água em vinho.

Mas não era um vinho qualquer. Quando o mestre-sala prova, chama o noivo e diz:


“Todo homem põe primeiro o bom vinho e, quando já beberam fartamente, então o inferior; tu, porém, guardaste o bom vinho até agora.”

(João 2:10)


Perceba a lógica do Reino: a família enxergava um problema, Jesus enxergava uma oportunidade para manifestar sua glória.


Então eu te pergunto: o que tem acabado na sua vida? O que tem faltado?

Talvez não seja dinheiro. Talvez seja alegria. Talvez seja força. Talvez seja paz. Talvez seja esperança.


E aqui está uma das coisas que aprendo com Caná:

A verdadeira esperança traz à existência aquilo que não temos.


Quando nossas talhas estão vazias, Cristo continua tendo recursos.


Quando a tempestade é maior do que nós


Agora saímos de um casamento e entramos em um barco. Mas não é um barco em um mar tranquilo. É uma tempestade.


O texto de Mateus diz:


“De modo que o barco foi coberto pelas ondas. Ele, porém, dormia.”

(Mateus 8:24)


Eu confesso que tenho certa aflição com chuvas e ventos fortes. Recentemente, tive a oportunidade de acompanhar um casal com seus padrinhos de casamento, um dia após o casamento, em uma escuna para visitarem algumas ilhas de Ubatuba - SP.

O Problema é que bem naquele domingo de agosto, estava previsto ventos fortes devido ao fenômeno climático “El Ninho”, e claro que chegando a beira mar o capitão nos dispensou dizendo: “pessoal, infelizmente, não haverá passeio hoje devido as condições do mar agitado”, só que não!


Subimos junto com quase 50 convidados dos noivos naquele barco, e vou te contar, pensei que morreria naquele dia. Em meio ao balanço do mar, uma chuva, e ventos fortes, o tempo todo pensava nessa passagem bíblica da tempestade, e me perguntava, como Jesus simplesmente dormia?

Bom eu sobrevivi, tanto que, aqui estou eu digitando este texto, e sei que a tempestade narrada no evangelho nem se compara com o ventinho de leve que balançou a escuna que estava, então, vamos voltar para uma tempestade de verdade…


No texto bíblico, temos alguns discípulos que eram pescadores experientes. Eles conheciam o mar. Provavelmente já tinham enfrentado situações difíceis. Mas agora as ondas estavam cobrindo o barco.

E Jesus estava dormindo!


Os discípulos então acordam o Mestre:


“Senhor, salva-nos! Estamos perecendo.”

(Mateus 8:25)


Há momentos na vida em que nossa oração é exatamente essa. Não temos palavras bonitas. Não temos uma grande elaboração teológica. Apenas gritamos: “Senhor, salva-nos!”

Mas existe algo interessante nessa história: Jesus estava no barco.


Anos atrás, um conhecido de longa data me fez uma pergunta:

“Em uma tempestade, onde é melhor estar: no meio do mar ou em terra firme?”


Eu respondi: “Em terra firme.”

E ele disse: “Depende de com quem você está.”

Nunca esqueci isso!


Porque, se Jesus está no barco, o melhor lugar para estar durante uma tempestade seja justamente no barco onde Jesus está.


Os discípulos estavam desesperados. Mas haviam se esquecido de uma coisa: a esperança estava no mesmo barco que eles. Jesus então se levanta, repreende os ventos e o mar. E o texto diz que faz-se grande bonança.


“Por que temeis, homens de pequena fé?”

(Mateus 8:26)


Talvez esta seja uma das maiores lições dessa história: a verdadeira esperança repousa em meio às tempestades dos nossos desesperos.

E quando Ele decide se levantar, até os ventos obedecem!



Quando a dor dura doze anos


Agora encontramos uma mulher. Lucas nos conta que ela sofria havia doze anos.

Doze anos: Não uma semana, não um mês, não um ano…doze anos!

E o texto ainda diz que ela havia gastado todos os seus recursos com médicos e não havia conseguido ser curada.


Imagine o desespero.

Além da própria enfermidade, aquela condição fazia com que ela fosse considerada impura e, portanto, socialmente afastada. Ela não carregava apenas uma dor física, carregava isolamento, vergonha, cansaço, frustração.


E provavelmente a pergunta que muitos de nós fazemos quando uma situação demora é:

“Até quando?”


Mas ela ouviu que Jesus estava por perto e tomou uma decisão: não precisava necessariamente conversar com Ele. Não precisava de um discurso. Queria apenas tocar em sua veste. E então:


“Chegando por detrás dele, tocou na orla da sua veste, e imediatamente estancou o fluxo do seu sangue.”

(Lucas 8:44)


Jesus percebe que alguém o tocou. A mulher se apresenta. E Jesus diz:


“Filha, tem bom ânimo; a tua fé te salvou; vai em paz.”

(Lucas 8:48)


Gosto especialmente de uma palavra aqui: Filha.

Porque Jesus não cura apenas seu corpo. Ele também a recebe.

Depois de tantos anos sendo definida por sua enfermidade, ela é lembrada de quem realmente é.


Talvez você esteja vivendo uma dor que já dura muito tempo. Talvez tenha chegado ao ponto de pensar: “Isso nunca vai mudar.”

Mas doze anos não eram tempo demais para Jesus.


O tempo da nossa dor não limita o poder da nossa esperança.



Quando recebemos a pior notícia


Ainda dentro desta mesma narrativa, aparece um homem chamado Jairo. Ele era chefe da sinagoga e havia procurado Jesus porque sua filha estava morrendo.

Enquanto caminhava com Jesus, recebe a notícia:


“A tua filha está morta; não incomodes mais o Mestre.”

(Lucas 8:49)


Acabou. Essa era a notícia.

Imagine ouvir isso enquanto você estava correndo justamente para tentar impedir que acontecesse.


Mas Jesus ouve a notícia e responde:


“Não temas; crê somente, e será salva.”

(Lucas 8:50)


Eles chegam à casa e encontram choro, pranto, desespero.

Mas Jesus entra, toma a menina pela mão, e diz:


“Menina, levanta-te.”

(Lucas 8:54)


E ela se levanta.

Aqui chegamos ao que, humanamente, parece ser o maior de todos os desesperos: a morte.

Mas até a morte está debaixo da autoridade de Cristo.


A verdadeira Esperança traz vida ao que está morto.


E isso não é apenas uma bonita frase. É o centro da fé cristã.

Porque aquele que tomou a menina pela mão é o mesmo Cristo que, posteriormente, venceria a própria morte!



Quando tudo que temos são cinco pães e dois peixes


Agora encontramos uma multidão. Jesus havia passado horas ensinando.

O lugar era deserto. A tarde havia chegado. E o povo estava com fome.

Os discípulos olham para aquela situação e chegam a uma conclusão bastante lógica:

“Jesus, manda todo mundo embora.”


O texto diz:


“O lugar é deserto, e a hora já é passada; despede a multidão.”

(Mateus 14:15)


Em outras palavras: “Não temos comida.”

A solução lógica parecia simples: mandar todos embora.


Mas Jesus responde:

“Eles não precisam partir; dai-lhes vós de comer.”

(Mateus 14:16)


E então vem a constatação:


“Nós não temos aqui senão cinco pães e dois peixes.”

(Mateus 14:17)


Cinco pães, dois peixes e milhares de pessoas.

E Jesus?


“Trazei-os aqui.”

(Mateus 14:18)


É interessante: Jesus não pergunta quanto eles gostariam de ter. Não pede o que eles não possuem. Ele simplesmente diz: “Tragam o que vocês têm.”


Quantas vezes olhamos para nossas mãos e pensamos: “É pouco.”

Pouco dinheiro, pouco conhecimento, pouco tempo, pouca capacidade, pouca força, pouca fé.


Mas a questão não é o tamanho do que temos ou o quanto temos.

A questão é: em quais mãos estamos colocando aquilo que temos.


Jesus pega os cinco pães e os dois peixes, os abençoa, parte o alimento, entrega aos discípulos, e todos comem. Todos se fartam. E ainda sobram doze cestos cheios!


A verdadeira Esperança multiplica aquilo que falta em nós.


Não importa apenas o que temos ou o que não temos.

O que importa é se estamos dispostos a levar até Ele nossos cinco pães e dois peixes.



Quando o maior desespero somos nós mesmos


Mas existe ainda uma história que, particularmente, me chama muito a atenção: a história de Pedro.


O mesmo Pedro da pesca maravilhosa, o mesmo Pedro que viu Jesus transformar água em vinho, o mesmo Pedro que testemunhou milagres, o mesmo Pedro que viu Jesus acalmar uma tempestade. O mesmo Pedro que viu pessoas sendo curadas.


Agora está diante de seu próprio fracasso: Pedro havia dito que morreria por Jesus.

Mas Jesus havia dito: “Antes que o galo cante, você me negará três vezes.”

E foi exatamente o que aconteceu.

Uma vez. Duas vezes. Três vezes.

E então:


“E, virando-se o Senhor, olhou para Pedro.”

(Lucas 22:61)


Pedro olha para Jesus. O galo canta. E ele se lembra. A Bíblia diz:


“E, saindo dali, chorou amargamente.”

(Mateus 26:75)


Pense nisso por um instante: talvez aquele tenha sido o maior desespero de Pedro.

Não era uma tempestade, não era falta de comida, não era uma doença ou a enfermidade em sua família, como a de sua sogra…o grande problema era ele mesmo. Era o peso da própria culpa.


Quantas vezes fazemos isso?

Dizemos que vamos permanecer firmes. Dizemos que jamais abandonaremos Cristo. Dizemos que morreríamos pelo Evangelho. E então, diante de uma pequena pressão, caímos.


Pedro caiu. E depois disso, Cristo morreu. Os discípulos se dispersaram.

Por três dias, Pedro provavelmente carregou aquele último olhar de Jesus diretamente para ele, segundos após te-lo negado.

O som do galo. A lembrança daquelas três negações.


Até que, depois da ressurreição, Pedro faz algo curioso: volta a pescar.


“Disse-lhes Simão Pedro: Eu vou pescar.

Disseram-lhe eles: Nós também vamos contigo.”

(João 21:3)


E novamente acontece algo que parece uma repetição da história. Eles passam a noite pescando, e adivinhe?! Não pegam nada, nada!

Até que alguém aparece na praia:


“Lançai a rede ao lado direito do barco, e achareis.”

(João 21:6)


Eles lançam. A rede fica cheia. João reconhece: “É o Senhor!”

Pedro se lança ao mar e vai ao encontro de Jesus. E, depois de comerem, acontece uma das conversas mais bonitas dos Evangelho!


Jesus pergunta:


“Simão, filho de Jonas, tu me amas?”

(João 21:15)


Pedro responde:

“Sim, Senhor, tu sabes que eu te amo.”


Jesus:

“Apascenta os meus cordeiros.”


Novamente:

“Simão, tu me amas?”

“Sim, Senhor, tu sabes que eu te amo.”

“Apascenta as minhas ovelhas.”


Uma terceira vez:

“Simão, tu me amas?”


Pedro se entristece. Mas responde:

“Senhor, tu sabes todas as coisas, tu sabes que eu te amo.”


E Jesus novamente:

“Apascenta as minhas ovelhas.”


Três vezes. Para cada vez que Pedro o negou Jesus, o Mestre faz exatamente a mesma pergunta. Três vezes Pedro o negou, e três vezes Jesus questiona Pedro, sobre seu amor!


Jesus não ignorou o pecado de Pedro. Mas também não permitiu que o pecado fosse o capítulo final de sua história.


O pescador que havia voltado para pescar peixes é novamente chamado para aquilo que Jesus havia dito no início: pescar homens!


Pedro havia falhado. Mas a esperança ainda estava lá, apesar da falha, como sua redenção!



Teremos momentos de desesperos.

Mas para todo desespero, temos a mesma Esperança


Talvez seja exatamente aqui que esteja a grande questão: nós teremos desesperos. Muitos deles.


A Bíblia nunca prometeu uma vida sem sofrimento. Não prometeu que nossas redes estarão sempre cheias. Não prometeu que nunca faltarão coisas. Não prometeu que não enfrentaremos tempestades. Não prometeu que não haverá doença. Não prometeu que não choraremos. Não prometeu que nunca teremos pouco. E, definitivamente, não prometeu que nunca iremos falhar.


Mas a Bíblia nos apresenta algo muito maior: uma Esperança.


E esta esperança não é um sentimento. Não é pensamento positivo. Não é aquela frase motivacional que colocamos em uma imagem bonita no Instagram para tentar acreditar que amanhã tudo ficará bem, não.


A Esperança cristã tem um nome: JESUS!


Essa é a diferença.

Nossa esperança não está na certeza de que tudo acontecerá conforme planejamos.

Nossa esperança está na certeza de que, aconteça o que acontecer, Cristo continua sendo Cristo.


A rede pode continuar vazia. O vinho pode acabar. A tempestade pode aumentar. A doença pode persistir. A notícia pode ser dolorosa. Os pães podem parecer insuficientes. E nós mesmos podemos falhar.


Mas Ele continua presente.


Por isto, lembre-se:


Talvez você esteja vivendo hoje uma dessas situações.

Talvez suas redes estejam vazias.

Talvez você esteja trabalhando, trabalhando e trabalhando e não esteja vendo resultado algum.

Talvez alguma coisa tenha acabado.

Talvez você esteja olhando para suas mãos e percebendo que não tem recursos suficientes.

Talvez você esteja no meio de uma tempestade e esteja perguntando: “Jesus, o Senhor está mesmo aqui?”

Talvez exista uma dor que já dura anos.

Talvez você tenha recebido uma notícia que destruiu suas expectativas.

Talvez esteja chorando por alguém que perdeu.

Ou talvez seu maior desespero seja olhar para dentro de si mesmo e perceber que você falhou.


Eu não sei qual é o seu desespero. Mas sei de uma coisa: não permita que o tamanho do seu desespero seja maior do que a sua visão de Cristo.


Porque, ao percorrermos os Evangelhos, encontramos homens e mulheres desesperados.

Encontramos redes vazias. Casamentos ameaçados pelo constrangimento. Tempestades. Doenças. Morte. Fome. Culpa.

E em todos esses cenários existe algo em comum: Jesus está presente.


E é justamente isso que precisamos lembrar: a esperança cristã não significa ausência de problemas. Significa a presença de Cristo em meio aos problemas.


Por isso, não preciso saber como tudo vai terminar. Não preciso compreender todos os caminhos de Deus. Não preciso ter todas as respostas. Não preciso enxergar a saída.

Preciso apenas continuar confiando naquele que está comigo no caminho.

Porque para cada desespero, existe esperança, a mesma esperança…

E esta esperança não é uma ideia, uma sensação ou uma força interior.

A ESPERANÇA TEM UM NOME: JESUS.


E se Ele está diante das nossas redes vazias, podemos lançá-las novamente.

Se Ele está no barco, podemos atravessar a tempestade.

Se Ele está diante das nossas talhas vazias, podemos confiar.

Se Ele está diante da nossa dor, podemos tocá-lo.

Se Ele está diante da morte, podemos crer.

Se Ele está diante dos nossos cinco pães e dois peixes, podemos entregá-los.

E se o nosso maior problema somos nós mesmos, podemos nos lembrar de Pedro.


Porque aquele que o chamou depois de sua queda é o mesmo que continua nos chamando hoje.

Não porque somos fortes, não porque somos suficientes, não porque nunca iremos falhar.

Mas porque Ele é a nossa Esperança.


Que, em meio aos nossos desesperos, possamos voltar nossos olhos para Cristo.

E quando não houver mais nada em que confiar, que ainda possamos dizer:


“Senhor, eu não sei como, eu não sei quando, eu não sei o que acontecerá. Mas eu sei em quem tenho colocado a minha esperança.”


Em todos os seus dias,

VIVA CORAM DEO.

Fabio Bueno

Comentários


  • Instagram
  • YouTube
  • Spotify
  • itunes poscast
  • amazon music
  • Deezer

© 2025 CORAM DEO BLOG POR FABIO BUENO

bottom of page